quarta-feira, 25 de maio de 2016

Dia


Sejas um pássaro, uma flor, uma fragrância ou um sopro, dás-me a mão quando caminho, sem querer que permaneças. Sem a confusão dos momentos perturbados da vida, tu estás. Sem forma. Seres e estares, sem existir.


quinta-feira, 19 de maio de 2016

Cedo

Tanta energia, transborda. Faz-me acordar cedo, ter vontade de fazer. Assim como também há vontade de estar sossegada. Todos os momentos são grandes momentos, sem escala.

Beringela assada com sal marinho, lima e azeite virgem.
Pesto de cebolinho e salsa (biológicos), azeite virgem, nozes e sal marinho.



domingo, 15 de maio de 2016

 Ambiguidade

Há uma clareza imensa naquilo que me ultrapassa, as tentativas de conseguir explicar os pensamentos, que rápidos em velocidade se instalam confortavelmente num estado impermanente, imperam. E quando volto aqui, sei que não existes. Em várias formas e vários formatos. Em pessoas, em sonhos, em medos, em estados com os quais não me identifico. E aí todos me olham, carregados de tudo aquilo que espelho. Nada é visível, quando estou e sou aqui. Tudo é cinematográfico e poderoso em cores e formas quando lá estou. A beleza ambígua. Um beijo sai de um sopro e chega ao ouvido de alguém. A resposta vem da natureza em forma de sorriso. Porque somos um.




Rabanetes  e favas da Fruta Feia. Doce de abóbora com gengibre feito pela minha mãe, pinhões do quintal da Sara. Raspas de lima, sal marinho e azeite virgem. Uma salada em trânsito.

domingo, 8 de maio de 2016

Tomate

É só um tomate. Que precisou de tempo para amadurecer. A sua individualidade é o seu amadurecimento. O seu diâmetro é a sua identidade. De verde passou a vermelho. Não consegui esperar mais. Ficaria mais maduro, talvez mais doce. Mas assim está bom. Satisfez-me todos os momentos em que lhe peguei e por uns segundos percebi, dia-a-dia, que me traria qualquer coisa.
Imaginava-o finamente cortado, regado de azeite, salpicado com sal marinho e aromatizado com algumas folhas de orégãos. Não foi preciso esperar que cooperasse. Bastou amor para que nos uníssemos. Paciência. O silêncio não é um momento, é uma eternidade que se prolonga, que nos abre espaço para não nos isolarmos daquilo que não nos é diferente. A vida tornou-se leve. E continua leve.































sábado, 30 de abril de 2016

Alinhamentos

Esperavam por tempo. Que desaparece, que escoa viscoso pelas mãos em movimentos rápidos irracionais. Tentar apanhar as ondas que se propagam. Afinal o que é o eco? Será mais um truque bem afinado? Soa bem, até porque desaparece.

Verdes, lindas. Da praça das Caldas da Rainha, numa missão. Pequenina, afinal nunca nada é grande. Mas cá dentro, é belo, é natureza, é imprevisível, é paixão, é tudo. É isto. Alinhamento.

Favas. Murcharam, perderam alguma beleza enquanto esperavam esquecidas. Favas são descascadas pelas mães e pelas filhas, são cozinhadas pelas mães e comidas pela família.
O pequeno rebento rasgou-se, germinando. Vontade própria, natureza bela.

Tanto num só alimento.






Obrigada,
Cláudia




quinta-feira, 21 de abril de 2016

Rotinas


Acordo cedo e encontro as minhas rotinas, sem esperar que sejam iguais ou diferentes, ali se define tempo. Aproveito os momentos que a vida me tem vindo a propor, infinita felicidade. O que ainda não se dissolve e une aqui, não existe.


Physalis que me chegam de um arbusto selvagem. Carinhosamente apanhados e transportados pela Margarida Francisco.


Obrigada, 
Cláudia

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Dançar


Em campo de Ourique há uma porta sem nome. Descobri que lá dentro se faz boa música (sem nunca ter entrado). Com inspiração em sons africanos, latinos e outros que não consigo identificar. Ontem cruzei-me com ele e não tive coragem de lhe dizer que admiro muito a música que faz, constrói. É um trabalho composto por vários sons, vozes e instrumentos. Há sintonia com o meu corpo e a música dele faz-me dançar.
Faltando a coragem, escreve-se um email. Agradeço-lhe pela partilha feliz do seu trabalho e por me fazer dançar. "Obrigado eu pela vontade de dançar", respondeu. E eu continuo a dançar.








Bomba. Coco fresco ralado com manteiga de amendoim. Amêndoas e caju torrados, tâmaras e chocolate. Bum!

Inspiração em, http://www.mynewroots.org/site/