quinta-feira, 21 de abril de 2016

Rotinas


Acordo cedo e encontro as minhas rotinas, sem esperar que sejam iguais ou diferentes, ali se define tempo. Aproveito os momentos que a vida me tem vindo a propor, infinita felicidade. O que ainda não se dissolve e une aqui, não existe.


Physalis que me chegam de um arbusto selvagem. Carinhosamente apanhados e transportados pela Margarida Francisco.


Obrigada, 
Cláudia

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Dançar


Em campo de Ourique há uma porta sem nome. Descobri que lá dentro se faz boa música (sem nunca ter entrado). Com inspiração em sons africanos, latinos e outros que não consigo identificar. Ontem cruzei-me com ele e não tive coragem de lhe dizer que admiro muito a música que faz, constrói. É um trabalho composto por vários sons, vozes e instrumentos. Há sintonia com o meu corpo e a música dele faz-me dançar.
Faltando a coragem, escreve-se um email. Agradeço-lhe pela partilha feliz do seu trabalho e por me fazer dançar. "Obrigado eu pela vontade de dançar", respondeu. E eu continuo a dançar.








Bomba. Coco fresco ralado com manteiga de amendoim. Amêndoas e caju torrados, tâmaras e chocolate. Bum!

Inspiração em, http://www.mynewroots.org/site/

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Ao contrário


Concentração, largar os medos, irrigar o cérebro. Ver o mundo ao contrário. E permanecer, respirando.

Gelatina de agar-agar salgada, com vagem de baunilha. Maracujá fresco e mel de arroz.


segunda-feira, 11 de abril de 2016

Semear


Quando se semeia espera-se colher. Implícita está a adversidade da natureza. Terra, clima, vontade própria. A imensidão da terra encontra-se pontualmente. Há sonhos de campo verdes, de ramas ao vento, de árvores carregadas de frutos, mas estes sonhos são só sonhos. Aqui em casa há alguns vasos, sementes que germinam e um rabanete. E esta é a realidade.

Ao Vale que visito, à Casa dos Sobreiros com seus socalcos, à levada. A quem com paixão de tudo cuida.







quinta-feira, 7 de abril de 2016

Espera evolutiva


As mudanças são exteriores, dentro a quietude se alimenta estável e presente. Flutuamos nos momentos de espera, como se a vida reunisse pausas delicadas e confusas. O que nos faz estar mais sensíveis ou introspectivos. De um momento para o outro a espiral desenrola-se e dispara numa existência progressiva. Os símbolos são representações da natureza nas quais crescem associações crentes. Que nos ajudem a co-criar belos encontros em sintonia com a vida. A celebrar a Lua, o feminino, a água, a evolução cíclica.
Beterraba cozida temperada com azeite virgem, vinagre de maçã biológico e sal marinho.
Inspiração em, http://food52.com/blog/16477-the-slightly-confusing-avocado-trend-that-s-taking-over-instagram

Obrigada,
Cláudia

terça-feira, 5 de abril de 2016

Fruta em viagem


A fruta acompanha qualquer alma que viaja. Higienicamente protegida quando se faz acompanhar de casca. Mais vulnerável ao toque quando despida. Quer dizer que nela se pode aproveitar quase tudo. Na Ásia ou em África, por onde passei, vendidas na rua, ao quilo, em fatias e pedaços (às vezes temperados) ou em sumo. Há medos que nos travam de experiências, há experiências que nos criam medos. A fruta traz-me recordações sempre boas. A fruta chegou a ser um projecto.

Agora que temos acesso a (quase) tudo, não sabemos bem de onde vêm. Consumimos como queremos, o que queremos. Eu continuo a acreditar nas estações, nas regiões, nos países, na natureza que se encarrega. Desejo é só uma emoção. Às vezes não compensa.

Uma pequena homenagem a uma amiga, que é fada, madrinha.


































Morangos biológicos
Sementes de cacau torradas, caramelizadas e moídas (origem São Tomé e Príncipe)
Folhas frescas de erva cidreira biológica fritas em óleo de coco
Calda de mel de arroz

Obrigada,
Cláudia

quinta-feira, 31 de março de 2016

Intuição


De onde vem? Não lhe conheço princípio, meio e fim. Só identifico o "agora", espontâneo, indiferente a quem não o sente. Só desperta para quem escuta, estima expectante. O mais profundo toque sem gesto. A ausência de tranquilidade baralha-nos os passos, envolve-se e desvia-nos. Apesar de tudo, continuo aqui.
























































Banana pão assada
Funcho assado em azeite virgem e sal marinho
Cogumelos ostra salteados em azeite virgem
Caldo de coco ralado com limão e vagem de baunilha
Sementes de malagueta e azeite para decorar

Obrigada,
Cláudia