quarta-feira, 16 de março de 2016

Nabiças 

Um bom molho de nabiças, verde e tenro. Bem lavadas, levemente escaldadas em água fervente e sal marinho. Simples de bonito. Aberto e pleno no seu percurso. A beleza cega do sabor, criação da natureza. O berço da terra, da água, do clima que colaborou com o todo. É assim a vida, que pura alegria. A natureza trata de tudo e tão bem nos coloca no todo.

Nabiça escaldada com molho de miso, sementes de sésamo tostadas e vinagre de cidra.

Obrigada,
Cláudia

sexta-feira, 11 de março de 2016

Celebrar vitórias

Em agradecimento profundo à momentânea inspiração que os alimentos me conferem, às oportunidades infinitas de poder expressar o meu vivido caminho.


































Batatas doces e rabanetes "braseados"

Ingredientes
serve 2

2 batatas doces pequenas (aprox. 200gr)
8 rabanetes biológicos de rama média
3 c. sopa de azeite virgem
2 c. café de sal marinho
1/2 lima
2 ramos de tomilho-limão

Direcções
Lavar bem as batatas e cozer com pele em água fervente e sal marinho (1 c. café)
Descascar, cortar às metades longitudinais e reservar
Lavar os rabanetes e cortar às metades, deixando a rama
Numa frigideira grelha bem quente, colocar 2 c. de azeite
"Brasear" os rabanetes e a batata doce (os rabanetes retirar assim que a folha mirrar, a consistência dos rabanetes deve permanecer rija)
Colocar o tomilho-limão junto à batata, envolvendo-o no azeite
Servir conforme proposto e temperar com o restante azeite, umas gotas de lima (caso necessário rectifique o sal)

Guarnição para pratos principais ou refeição leve.

Obrigada,
Cláudia





terça-feira, 8 de março de 2016

Ir e persistir


Pequenas vagas de calor que nos chegam de mansinho. O Inverno está a ir. Caminhamos pelas ruas encolhidos no frio que nos toca em intensa melancolia. Ansiedade no que está para vir e saudades do que ainda não vimos partir. Vão-se ouvindo os pássaros numa cidade onde os sons apertados se movem em encontrões invisíveis e invasivos
As árvores em silêncio vão-se espreguiçando, abrindo os braços a seu tempo. Erguem-se valentes timidamente despidas. Aguardam pacientemente o que está para vir. Sem futuro, sem perspectivas de "gente".

A aprender alguns pontos, pesquisando o necessário para evoluir no espaço. O ponto de caramelo.

Caramelo de sumo de beterraba com açúcar de coco, cacau cru e sal marinho.

Obrigada,
Cláudia

terça-feira, 1 de março de 2016

Construir e destruir


Aprender a utilizar pensamentos ventosos do dia-a-dia que se atravessam nas traseiras do nosso cérebro. Os becos nem sempre são locais "sem saída". Sob pressão de tempo e espaço reagimos mais rápido, encontramos novas oportunidades, novas hipóteses. É lá que vou muitas vezes, perder tempo, vaguear ao ar livre e respirar. Figurado. Encontro construções e destruições, que resultam bem, às vezes mal. Numa palavra, num rasgo, numa cadeia de peças que se unem e que se ligam, se encaixam e onde crescem ideias.
A prática festeja satisfeita. E sempre espera, esperamos todos, quando chegamos a um beco qualquer onde afinal há sempre, no mínimo, uma saída.




Rabanetes da Fruta Feia, com bicho






Papari, batata doce cozida em leite de coco caseiro com anis e noz moscada, rabanetes "piclados" em sal marinho e vinagre de amora, coentros e gomásio (sementes de sésamo tostadas com sal marinho)

(segue a receita num futuro breve).

Obrigada,
Cláudia 

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Pastel de irmão





























"Adoro viver num sítio onde mereço as estações do ano". 
Há sempre uma frase, um olhar, um cheiro, um toque que nos toca. 
O Inverno impressiona-nos. Pelo condicionamento e resistência do que é natural. Recolhimento. Repouso. Escutar o silêncio.

Hoje foi dia de pastéis de chocolate. Visitou-nos o nosso querido amigo Francisco. Que bem que dança, vibração genial ainda meio descoordenada normal da sua idade. Integrará a seu tempo, consumará os sons que lhe são ruído com aqueles que lhe criam ressonância.  Aos pastéis de chocolate seguem-se músicas e danças. Sorrisos expansivos em curtos devaneios. Lembrar que o Inverno caminha lento, mas que dentro do corpo o sangue quente não nos deixa esmorecer.



Ingredientes
30 a 40 unidades
1 chávena de farinha de espelta
1 chávena de leite de coco
1 chávena de coco ralado
1/2 chávena de leite de arroz
1/2 tablete de chocolate
1/2 c. colher de café de sal dos Himalaias
Cacau (sem açucar) para polvilhar

Direcções
Num robot de cozinha colocar o coco ralado e o leite
Juntar o chocolate já partido em pedaços pequenos
Triturar/misturar
Num recipiente colocar a farinha e o sal
Envolver as duas misturas, acrescentar o leite de coco
Colocar o forno a 180º
Forrar o tabuleiro com papel vegetal
Distribuir a mistura com 2 colheres de sobremesa (formando pequenos pasteis)
Polvilhar com cacau
Colocar no forno por 25/30m controlando a consistência


Obrigada,
Cláudia

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016


Múltiplos Asiáticos

Quando nos apaixonamos por um ser humano não é fácil o desapego, a posse, o poder. Perdemos muitas vezes a nossa individualidade. Pego delicadamente num vegetal e observo a sua autonomia. O seu valor, o seu lugar no mundo. Degustar sabores distantes é percorrer um caminho longo, é desistir da ideia de separação no tempo. Escolha, visualização, materialização, aqui o processo revela-se mais interessante que o resultado final. E então torna-se um desafio, o desafio de terminar, falhar ou vingar. Agradecer a oportunidade de errar, de poder continuar a tentar.

Pak choi









































Nirá, (allium tuberosum). O nirá tem um sabor forte a alho.

Sopa com estilo asiático
serve 1

Ingredientes
1/2 pak choi
4 ramos de nirá
2 dentes de alho esmagados
1/2 malagueta
1 dl de leite de coco
1 c. de chá de óleo de coco
2 rabanetes
1 caneca de água fervente
1 c. café de sal marinho
1 rodela de gengibre (5mm de espessura)
1/2 colher de café de açafrão bio
2 cardomomos
1 dose de soba
1/4 de lima

Direcções

Cortar os rabanetes em rodelas finas
temperar com uma pitada de sal
Reservar

Lavar bem a pak choi
Cortar ao meio
Numa frigideira com grelha deixar cozinhar com uma pitada de sal (virando)

Lavar bem o nirá e cortar em pedaços
(pode ser substituído por coentros)

Colocar o óleo de coco num tacho com os alhos esmagados, o gengibre, o cardomomo e a malagueta
Refogar levemente

Deitar o leite de coco, sal e o açafrão
Deixar fever durante 8/10m (para largar o sabor das especiarias)
Juntar a água fervente e a soba.
Cozinhar por 4m

Servir numa taça funda.
Colocar os rabanetes, o nirá e o pak choi (opção cortado)
Espremer a lima e deixar acentar





Que delícia!
Obrigada,
Cláudia

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Sincronicidade

Muito mais do que uma voz, uma imagem, um alimento, um carinho, há uma tentativa de não nos sentirmos sós.

Bolachas de Santo
Serve 2

Ingredientes
1 c sopa (bem cheia) de coco fresco
6 c. sopa de farinha s/ fermento
4 c. açúcar mascavado
1 ovo biológico 
1 c. sopa de sementes de sésamo
5 c. sopa de bebida de aveia
1 pitada de sal fino (utilizei sal dos Himalaias)
4 c. sopa de doce de cereja ou frutos silvestres (sem açúcar)

Direcções
Utilizar um robot de cozinha (ir colocando e misturando os ingredientes)
1. Coco fresco (triturar)
2. Farinha, açúcar
3. Ovo, sal
4. Finalizar a mistura colocando a bebida de aveia
Pré aquecer o forno a 180º
Num tabuleiro forrado com papel vegetal, colocar a mistura.
Espalhar com a ajuda de uma espátula numa camada de 5mm
Colocar o doce com uma c. de chá (numa espécie de círculos repartidos pelo todo)
Espalhar as sementes de sésamo, circundando o doce
Cozinhar entre 30 a 40m
Partir desordenadamente (à mão)

Obrigada,
Cláudia